quinta-feira, 19 de maio de 2016

Capitão América:Guerra Civil



A Primeira coisa que você precisa saber sobre “Capitão América: Guerra Civil” é que ele é na prática, não só o terceiro filme do Capitão América, mas também, o terceiro filme da saga dos Vingadores. Só que dessa vez, ao invés de lutar por um mal em comum, os nossos heróis estão divididos em dois pontos de vista dos seus respectivos ideais de bem, encabeçados por Tony Stark, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr) e Steve Rogers, o Capitão America (Chris Evans), concluindo assim, a terceira fase do universo cinematográfico da Marvel.

O filme começa com os Vingadores tendo que lidar com as consequências das suas ações, a moralidade de seus atos. Após uma batalha que gera uma catástrofe, os Vingadores sofrem a intervenção governamental que quer controlar os atos dos heróis, porém, Steve Rogers (Chris Evans) é contra, pois considera essencial a liberdade dos heróis. Tal fato, o coloca em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr). Dividindo assim as equipes em #TeamCapitão e #TeamHomemdeFerro.

Dirigido pelos irmãos Russo, o filme possui agilidade narrativa e grandiosidade visual. O dinamismo, a destreza e a agilidade na maneira de dirigir, resultam em impacto e grandiosidade visual, mantendo os espectadores vidrados na ação a todo o momento.

A agilidade na direção das cenas de ação é impressionante. Conduzidas pelos irmãos Russo de forma dinâmica a todo o momento, o que impede o espectador de se cansar das 2hs37min de duração do longa, que passam no piscar de olhos.

O Dinamismo presente na narrativa, permite aos cineastas desenvolver varias frentes de ação na narrativa, primando por uma direção coreografada, permitindo assim dar o devido destaque a performance dos atores nas cenas de combate corpo a corpo.

A montagem é um elemento de grande importância na dinâmica do filme, lhe conferindo assim uma agilidade impressionante. Ao adotar a montagem paralela, o longa poderia falhar na dinâmica, confundindo assim o espectador. Não é o que acontece aqui, ainda bem. Ela é utilizada aqui com maestria, mantendo a força das cenas e não confundindo o espectador, o que poderia acontecer, já que a montagem faz idas e vindas temporais a todo o momento, entretanto, devido à forma hábil com que é utilizada, a montagem situa o espectador perfeitamente no tempo fílmico.

O elenco inteiro entregue performances aprimoradas. De Chris Evans (O Capitão América), ao Homem de Ferro (Robert Downey Jr), passando pela Feiticeira Escarlate, passando pela Viúva Negra (Scarlett Johansson) até as performances especiais de Paul Rudd (Homem Formiga) e a estreia do novo Homem-Aranha (Tom Holland).

O roteiro de Christopher Markus e Stephen Mcfeely é absolutamente fantástico. Poderia listar muitas razões, mas citarei apenas algumas. Em primeiro lugar, a dupla criou cenas de ação de memorável impacto visual, primando pela agilidade. Agilidade está que está presente em toda a narrativa. Não só as cenas tem impacto visual, como é um filme com grande velocidade de acontecimentos, mantendo assim o espectador empolgado durante toda a duração do filme.

O outro motivo pelo qual eu destaco o trabalho na dupla no roteiro foi o humanismo impresso nos personagens. Como já é característica dos trabalhos da Marvel (os X-Men são a maior prova disso), os personagens nesse filme tem que lidar com conflitos internos complexos, conflitos esses muito bem desenvolvidos pela dupla de roteiristas.

Questões como a moralidade, altruísmo, perdão, ressentimento, culpa, superioridade, além da grande questão que permeia todo o filme: Já que os heróis são tão humanos, tão “gente como a gente” devem ou não ser responsabilizados pelas consequências- mesmo que indiretas dos seus atos?

Só mais três adendos: A perfeita Viúva Negra da Scarlett Johansson merece um filme solo tipo pra ontem. Já na expectativa para os novos filmes do Homem-Aranha (Tom Holland muito bem no papel, finalmente um Peter Parker com quem me identifiquei) e do Homem-Formiga do sempre sensacional Paul Rudd.

Concluindo, “Capitão América: Guerra Civil” é nada mais do que uma conclusão épica que fecha com chave de ouro um ciclo no universo cinematográfico da Marvel. Ansioso para ver o que vem por ai.



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